Chamada para submissões

Estão abertas as inscrições para apresentação de trabalhos e participação no III SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA MILITAR, promovido este ano pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), cujo propósito principal é consolidar a História Militar como área de pesquisa interdisciplinar, plural e polifônica, visando congregar as diferentes perspectivas de pesquisas acadêmicas em andamento.

Conforme diretrizes para autores, as submissões dos trabalhos estarão abertas a partir de 01 de março de 2018 e serão encerradas em 31 de maio de 2018.

O evento é aberto ao público em geral, em especial aos pesquisadores, professores e estudantes em níveis de graduação e pós-graduação no campo da História Militar, mediante inscrição neste site e será realizado no período de 14 a 16 de agosto de 2018.

ATENÇÃO! As inscrições foram prorrogadas até o dia 10 de junho de 2018.

 

São 05 Simpósios Temáticos (ST):

Simpósio Temático 01: História Militar: teoria, metodologia e fontes de pesquisa

A História Militar é usualmente identificada às relações entre guerra e política: as questões da estratégia dos estados, das relações com a política interna e até mesmo com conteúdo civilizacionais e antropológicos (a construção do outro, o inimigo). Por outro lado, também está associada aos entornos da guerra: a estratégia, as táticas, os armamentos, as configurações das forças militares e de suas instituições, a logística, cultura e gênero. Assim as polêmicas em torno de uma suposta subordinação da história militar à história política, bem como as controvérsias em torno de uma suposta oposição entre a concepção da “batalha” como objeto nuclear de uma história militar e aqueles outros elementos são parciais, datadas e, ao cabo, desprovidas de relevância epistemológica. De fato, quando se trata de História Militar ainda se trata de História e o fator determinante é o problema de investigação a que vai se dedicar o pesquisador. Além disto, o lugar de onde o historiador enuncia seu discurso é fundamental para se compreender a sua posição em relação à questão. O fato é que dificilmente se poderá construir um conhecimento significativo acerca dos militares no tempo presente sem se recorrer a esta dupla tradição, isto é, à sua dimensão política e às questões associadas diretamente ao exercício de suas funções, isto é, ao fazer da guerra. Um terceiro aspecto, muito pouco abordado pelos historiadores militares diz respeito àqueles seres humanos afetados pela guerra, homens e mulheres direta ou indiretamente envolvidos nos conflitos têm sido majoritariamente vistos como elementos dentro da abordagem dos processos políticos ou das questões estratégicas (recrutamentos, treinamentos, etc.) mas muito pouco compreendidos como seres humanos passíveis de dor e de sofrimento. Esta história tem sido deixada a outros historiadores, cientistas sociais, críticos literários e militantes dos direitos humanos.

 

Simpósio Temático 02: Militares na Política e na Sociedade

A História Social dos Militares vem surgindo, nos últimos anos, revigorada com novos olhares e perspectivas. A velha visão de uma história-batalha enaltecedora de heróis simplesmente desapareceu. A Nova História que envolve a pesquisa sobre os militares vem crescendo com diferentes percepções e abordagens. Este Simpósio tem por objetivo investigar temas convergentes entre a história militar e a sua relação com a sociedade e com a política. Geralmente, a cultura da memória vem desempenhando um papel essencial para a continuidade do debate sobre a construção e desenvolvimento de uma sociedade. As Instituições militares e seus atores também contribuíram para a construção dessa história. Nesse contexto o objetivo do Simpósio Temático é mostrar as possíveis parcerias entre investigadores da área, além de discutir temas como a história do ensino militar como base da formação profissional, as crises políticas que envolveram esses atores, os conflitos internos institucionais, a historiografia, a memória, suas relações com a geopolítica, inovações militares no campo das novas tecnologias, o recrutamento, as intervenções políticas, entre tantas outras possibilidades de pesquisa.


Simpósio Temático 03: História da Guerra e das Instituições Militares

O estudo das instituições militares na sua estrutura e dinâmica, valores e práticas, as relações com a sociedade, o Estado e a nação, mas também com organismos internacionais, da guerra e dos diferentes tipos de combatentes em seus vários aspectos em sua dimensão histórica tanto como processo quanto como discurso e saber tem a sua singularidade. A História nasce como História Militar entre Heródoto e Tucídides, os quais em suas obras tratam de guerra e como reflexão e narrativa é filha da Cidade e da sociedade cívica assim como é a Filosofia (Vernant, Finley, Hartog). Ambas, portanto, História e Filosofia, resultantes de um processo de secularização que resultou na invenção da política na “polis” (ou “civitas”). Disto decorrerá, numa tradição, a ocidental, que buscando referência na civilização greco-romana, promoveu o desenvolvimento e a ampla difusão de um pensamento militar independente de controle social e religioso e estabeleceu padrões dinâmicos de guerra jamais alcançados por nenhuma outra civilização, mesmo a Chinesa e a Islâmica cujos modos de fazer e pensar a guerra também impactaram sobre o Ocidente, mas são provenientes de realidades culturais bastante distintas (Doyne Dawson). Nos achamos em um campo interdisciplinar, no qual são acolhidos os saberes da Antropologia, Sociologia, Geografia, Economia, Ciência Política, Direito e Relações Internacionais, dando origem a obras tão diversas e sugestivas como a História Cultural da Guerra de John Keegan, as contribuições animadas mais diretamente pelo espírito da Escola francesa dos “Annales” de Yvon Garlan e André Corvisier, os estudos de Revolução Militar de Geoffrey Parker, Michael Roberts e Clifford Rogers e, com ênfase mais restrita, o debate em torno da Revolução de Assuntos Militares (RAM ou RMA), expressão cunhada por Andrew Marshall que tem em Martin van Creveld e Jeremy Black dois de seus críticos, além do horizonte correlato da sociologia militar onde despontam as pesquisas de Samuel P. Huntington e Morris Janowitz sobre o perfil do profissional dedicado à carreira das armas.


Simpósio Temático 04: Historiografia, Memória e Patrimônio Militar

Pode-se dizer que as origens da história militar tradicional são duplas. Há uma abordagem política, que trata da guerra como “a continuação da política por outros meios”, segundo o aforismo de Clausewitz. Em outro aspecto, igualmente tradicional, se construíam narrativas históricas, muitas vezes procurando valorizar os feitos heroicos das forças armadas, como uma forma de se dar motivação moral para os combatentes e, mais importante, como ferramenta de construção de memórias específicas, que serviriam de reforço para as diferentes identidades nacionais. Como suporte dessa construção, os países, desde o final do século XVIII, se preocuparam com a criação e manutenção de museus voltados para a história militar, ao que se somou, mais tarde, a eleição e preservação de outros espaços de memória ligados a essa constituição de uma memória coletiva, como arquivos, bibliotecas, fortificações, quartéis e campos de batalha. Apesar de após a década de 1930 ter se iniciado uma reformulação nos estudos históricos, com a seleção de “novos objetos, novos problemas e novas abordagens”, esse tipo de análise ainda não se difundiu totalmente, especialmente no que se refere a difusão da memória e preservação do patrimônio militar. Dessa forma, neste Simpósio Temático serão bem-vindos trabalhos que enfoquem questões teóricas e metodológicas da produção do saber histórico e sua interface com as questões patrimoniais e dos bens culturais, com amplo diálogo com outras áreas do conhecimento (Arquitetura, Sociologia, Antropologia), como os usos do passado (história e memória) e os embates em torno dos discursos, narrativas e representações, a produção e (re) invenção de tradições, as políticas públicas de preservação do patrimônio material e imaterial, além de experiências no campo do ensino da história a partir de ações educativas desenvolvidas nos lugares de memória de tipologia militar.

 

Simpósio Temático 05: História do Pensamento Militar e das Doutrinas Militares

A guerra contra grupos ou comunidades rivais tem sido o maior desafio enfrentado pelos grupos humanos ao longo da história. Sobreviver e prevalecer diante da ação violenta de oponentes determinados, racionais e ardilosos tem sido a tarefa maior e mais perigosa a que os homens têm sido submetidos, exigindo-lhes os maiores esforços, físicos, morais e intelectuais. Como organizar forças militares, como equipá-las, como mantê-las preparadas para a guerra e como combater com a maior eficácia têm sido questões permanentemente colocadas aos líderes políticos e aos chefes militares. Este Simpósio Temático se propõe a ser um fórum de discussão sobre o desenvolvimento do pensamento militar, em todos seus níveis – político, estratégico, tático e técnico – e todas as suas abordagens – desde a teórica e conceitual até a pragmática e procedimental. Também debaterá o desenvolvimento das doutrinas militares, desde as origens das instituições militares da antiguidade até as doutrina militares do mundo contemporâneo.


Sessão de Comunicações de Iniciação Científica.

A Sessão de Comunicação e Iniciação Científica terá como objetivo congregar trabalhos de pesquisadores iniciantes que atuam no campo da História Militar ou que estabelecem diálogos com esse campo historiográfico e com outras áreas de conhecimento. Percebe-se que os projetos em iniciação científica tem mostrado significativa contribuição para construção do saber historiográfico dentro de uma realidade consolidada nas Instituições de Ensino Superior, e cada vez mais presentes nas escolas e institutos de educação. Nesta perspectiva, este espaço pretende privilegiar trabalhos que configurem os primeiros passos decorrentes das experiências que envolvem professores, orientadores e alunos à iniciação científica. Tomando como exemplo a bem-sucedida experiência inciada na edição anterior, essa Sessão de Comunicação pretende se consolidar como espaço de debate para os iniciantes que atuam ou dialogam com a História Militar. Como nossa intenção é ampliar o olhar sobre a produção científica desenvolvida por pesquisadores iniciantes atentos ao que diz respeito a historiografia, metodologia e teoria, serão bem-vindos alunos graduandos que desejam expor e debater suas pesquisas. Privilegiaremos o amplo debate de ideias e pensamento, contribuindo assim para a pesquisa científica no campo da História Militar e seu diálogo com os demais campos científicos e historiográficos.

Diretrizes para Autores

RESUMOS

Os resumos deverão ter no mínimo 150 (cento e cinquenta) e no máximo 250 (duzentas e cinquenta) palavras e deverão ser enviados através deste site.

  • Documento editado em WORD, fonte: Times New Roman, tamanho 12 (doze), espaço entre linhas: 1,5 (um vírgula cinco), alinhamento: justificado, margens: 3 (três) cm;
  • O título do trabalho deve estar centralizado, em maiúsculas, sem negrito, itálico ou grifo;
  • Após o título, na segunda linha, no lado direito, deve estar o nome completo do(s) autor(es). Depois do nome do autor(es), colocar o nome do curso e a instituição a que pertence, entre parentêses;
  • Em caso do(s) autor(es) ser(em) aluno(s) sob orientação (Especialização, Mestrado, Doutorado, Projeto de Pesquisa, e outros) o nome do orientador deve ser indicado abaixo do nome do(s) aluno(s);
  • Três palavras-chave devem ser colocadas duas linhas abaixo da identificação do(s) autor(es).

 



TEXTO COMPLETO

  • Documento editado em WORD, fonte: Times New Roman, tamanho 12 (doze), espaço entre linhas: 1,5 (um vírgula cinco), alinhamento: justificado, margens: superior e esquerda 3 (três) cm e inferior e direita 2 (dois) cm;
  • O título do trabalho deve estar centralizado, em maiúsculas, sem negrito, itálico ou grifo;
  • Após o título, na segunda linha, no lado direito, deve estar o nome completo do(s) autor(es). Depois do nome do autor(es), colocar o nome do curso e a instituição a que pertence, entre parentêses;
  • Em caso do(s) autor(es) ser(em) aluno(s) sob orientação (Especialização, Mestrado, Doutorado, Projeto de Pesquisa, e outros) o nome do orientador deve ser indicado abaixo do nome do(s) aluno(s);
  • Três palavras-chave devem ser colocadas duas linhas abaixo da identificação do(s) autor(es);
  • O texto e as referências bibliográficas devem seguir as normas da ABNT
  • O número mínimo de páginas é 8 (oito) e o máximo é 12 (doze), incluindo as referências bibliográficas, que devem ser restritas as que forem citadas no texto;
  • Não serão aceitos trabalhos fora das normas especificadas.
  • Entrega do texto completo para os Anais Eletrônicos: 30 de setembro de 2018.

Submissões a esta conferência fecharam em 2018-06-17.